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⭐ Piracicaba, 3 de abril de 2025 ⭐

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A dermatite atópica e o aumento de casos no calor, alerta dermatologista

dermatologista Gabriel Guido

A dermatite atópica, cuja incidência aumenta com o calor, requer diagnóstico preciso e tratamentos eficazes para minimizar seu impacto na qualidade de vida dos pacientes

Com o aumento das temperaturas, a dermatite atópica – inflamação crônica da pele mais comum em crianças e que pode persistir na vida adulta – é motivo de alerta entre os especialistas. De acordo com o dermatologista da operadora Santa Casa Saúde Piracicaba, Gabriel Guido, é importante estar atento aos sintomas e tratamentos dessa condição que impacta a vida de muitos pacientes, principalmente durante os meses mais quentes.

“A dermatite atópica é caracterizada por sintomas como coceira intensa, vermelhidão, ressecamento e descamação da pele, além de bolhas ou pápulas”, afirma Guido.

Ele destaca que as áreas mais frequentemente afetadas incluem o rosto, especialmente em crianças, as dobras dos cotovelos e joelhos, a região do pescoço, e as mãos e pés.

A coceira é um sintoma central da dermatite atópica e sua intensidade está diretamente relacionada à gravidade da condição.

“A avaliação da gravidade leva em conta não apenas a intensidade da coceira, mas também a extensão da área afetada e o impacto na qualidade de vida do paciente”, explica o dermatologista.

Ele acrescenta que a presença de lesões cutâneas também é um fator importante.

O diagnóstico da dermatite atópica é clínico, de acordo com o dermatologista, e se baseia em critérios que envolvem o histórico pessoal e familiar do paciente, a localização típica das lesões e a ocorrência de prurido. Guido alerta que a dermatite atópica pode ser confundida com outras doenças, como psoríase, dermatite de contato, eczema numular, dermatite seborreica e pitiríase alba.

“Em termos de prevalência, a dermatite atópica afeta cerca de 10% a 15% da população geral, com taxas mais elevadas entre crianças, que variam de 15% a 30%, e entre adultos, que apresentam uma prevalência de 2% a 10%”, informa Guido.

Ele ressalta que fatores genéticos e ambientais, como histórico familiar, poluição e estresse, também estão associados ao aumento da incidência da doença.

As opções de tratamento incluem cremes hidratantes, corticosteroides tópicos, imunomoduladores, antihistamínicos e, em casos mais severos, fototerapia e imunossupressores.

“O acompanhamento a longo prazo é fundamental e envolve consultas regulares com dermatologistas, monitoramento dos sintomas e ajustes no tratamento conforme necessário”, destaca o especialista.

Guido enfatiza que a dermatite atópica pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

“Ela pode levar a insônia, estresse, ansiedade e dificuldade de concentração”, observa ao enfatizar ainda que “o suporte emocional e a educação sobre o gerenciamento da condição são essenciais para ajudar os pacientes a lidarem com os desafios impostos pela doença”.

Fotos: Divulgação

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