Sindicato reivindica reajuste salarial, melhorias nas condições de trabalho e ameaça greve caso governo não negocie até assembleia do dia 21
A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) entregou, nesta quarta-feira (19), a pauta de reivindicações da categoria à Secretaria Estadual da Educação, dando início à mobilização para uma possível greve, a ser decidida em assembleia no dia 21 de março, às 16h, na Praça da República, em São Paulo.
A deputada estadual e segunda presidenta da Apeoesp, Professora Bebel (PT), participou da entrega e destacou que o movimento segue as deliberações da I Plenária Intercongressual Raquel Guisoni da Apeoesp.
Segundo ela, se o governo estadual não iniciar negociações, a greve por tempo indeterminado pode ser aprovada na assembleia estadual dos professores.
Reivindicações dos professores
A principal demanda da categoria é a valorização salarial, com a aplicação imediata do reajuste de 6,27% do piso salarial profissional nacional no salário base de todos os professores ativos e aposentados, com impacto em toda a carreira.
A Apeoesp também exige:
✅ Plano de reposição do poder de compra dos professores
✅ Atribuição de aulas para todos os docentes
✅ Contratação de professores auxiliares
✅ Contra a terceirização da educação
✅ Climatização de todas as salas de aula
Condições de trabalho e impacto ambiental
Além das questões salariais, a Apeoesp reivindica verbas para aquisição de lousas portáteis, permitindo aulas ao ar livre em dias de calor intenso, e a realização de estudos sobre os impactos das mudanças climáticas na educação.
Como parte dessa iniciativa, o sindicato lançou um projeto para plantar 10 mil árvores até o final de 2025, incluindo uma campanha de plantio em escolas estaduais, subsedes e áreas públicas.
Calendário de mobilização
Até o dia 26 de fevereiro, todas as 94 subsedes da Apeoesp entregarão a pauta de reivindicações às Diretorias de Ensino, com atos e manifestações.
Já entre os dias 17 e 20 de março, visitas às escolas serão intensificadas para debater a proposta de greve e pressionar o governo estadual a negociar.
Caso a Secretaria da Educação não apresente uma contraproposta até 21 de março, a assembleia dos professores poderá deflagrar a greve por tempo indeterminado.
A Apeoesp reforça que a mobilização é fundamental para garantir melhores condições de trabalho e ensino na rede pública estadual.