Ação coordenada pela Deic de Piracicaba mira o combate ao compartilhamento de material de abuso sexual infantil e apreende grande volume de arquivos ilegais
A Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba (SP) deflagrou, na última terça-feira (1º), a operação “Puritá”, voltada ao combate à pedofilia digital.
A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em cinco municípios paulistas: Piracicaba, Campinas, Hortolândia, Monte Mor e Pirassununga.
Dois homens foram presos em flagrante por compartilhamento de material de abuso sexual infantil.
Os alvos da operação foram identificados após seis meses de apuração conduzida pela Deic, com base em dados obtidos por meio de cooperação com plataformas digitais e órgãos de inteligência.
As investigações apontaram que os suspeitos compartilhavam imagens contendo nudez e atos sexuais envolvendo crianças.
Prisões em flagrante
Durante o cumprimento dos mandados, um homem de 62 anos, desempregado, foi preso em Campinas.
Já em Hortolândia, foi detido um profissional da área de tecnologia da informação, de 32 anos.
Ambos foram autuados em flagrante por compartilhamento de conteúdo ilegal envolvendo crianças — crime inafiançável, com pena prevista de até oito anos de reclusão.
Segundo a Polícia Civil, até o momento não há indícios de que os detidos tenham produzido o material.
Os investigados devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (2).
Continuidade das investigações
A operação resultou na apreensão de grande quantidade de arquivos digitais contendo imagens de crianças em situações de abuso sexual.
O material será analisado por peritos para identificar outros envolvidos e, possivelmente, as vítimas.
A Deic de Piracicaba informou que as investigações seguem em andamento e não descarta novas diligências e prisões.
Um dos focos agora é rastrear a origem dos arquivos e identificar outros receptores das imagens.
A operação “Puritá” reforça o compromisso das forças de segurança com a proteção da infância e o enfrentamento aos crimes cibernéticos.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou através do site da SaferNet Brasil.