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⭐ Piracicaba, 4 de abril de 2025 ⭐

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Semaglutida 2,4mg como tratamento para obesidade em mulheres na menopausa

semaglutina

Nova diretriz destaca a relevância de incluir a semaglutida 2,4mg no acompanhamento ginecológico para o tratamento da obesidade, visando melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças cardíacas

A crescente prevalência da obesidade, doença crônica reconhecida pela OMS, representa um desafio significativo para a saúde, especialmente para as mulheres na menopausa. De acordo com dados do Vigitel 2023, mais de 60% da população adulta feminina no Brasil apresenta sobrepeso ou obesidade¹, condições que estão associadas a mais de 200 comorbidades, e é um dos principais fatores de risco para doenças do coração, que podem se agravar nesse período.
Um novo posicionamento publicado na revista médica Climateric, que aborda diversos aspectos do envelhecimento feminino, especialmente durante a menopausa, que inicia por volta dos 40 anos na maior parte das mulheres, enfatiza a importância de tratar a obesidade e o sobrepeso durante esse período. A diretriz recomenda a semaglutida 2,4 mg (comercializada como Wegovy®), um medicamento que age como um análogo do GLP-1, como a primeira opção de tratamento para mulheres na menopausa, devido ao seu efeito comprovado na redução do risco de doenças do coração. Ainda, de acordo com o posicionamento, o controle do peso deve ser integrado aos cuidados ginecológicos para prevenir comorbidades associadas ao sobrepeso e à obesidade, que podem se agravar na menopausa, como as doenças cardiovasculares.
A ginecologista e nutróloga Alessandra Bedin explica que as mudanças da menopausa afetam a forma como as mulheres ganham peso.

“Geralmente, a gordura no corpo feminino acumula-se nos quadris e nas coxas. Com a menopausa, ocorre uma alteração na distribuição de gordura, que tende a se acumular na região do abdômen e nos órgãos internos. Essa gordura depositada no abdômen e nos órgãos internos pode levar a uma inflamação crônica, o que desregula os processos metabólicos e aumenta o risco de doenças, como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e alguns tipos de câncer, como o de endométrio e o de mama.”

Uma nova análise do estudo SELECT (que avaliou os efeitos da semaglutida nos problemas cardíacos em pessoas com sobrepeso ou obesidade), apresentada em setembro deste ano no congresso europeu de obesidade, revelou que a semaglutida 2,4 mg traz benefícios além da perda de peso independentemente do sexo. Entre esses benefícios, estão a redução significativa nos níveis de colesterol LDL, triglicerídeos e pressão arterial, fatores importantes para prevenir doenças do coração e melhorar vários indicadores de risco cardiovascular. Além disso, o medicamento demonstrou reduzir em 20% o risco de morte por causas relacionadas ao coração, infarto do miocárdio não fatal e AVC não fatal.

“Esses dados ressaltam a importância de uma abordagem multidisciplinar, integrando o tratamento da obesidade aos cuidados ginecológicos. Esse avanço significativo no manejo da obesidade não apenas promove o controle do peso em pacientes na menopausa, mas também ajuda na prevenção de condições associadas e na proteção cardiovascular, visto que doenças cardíacas podem afetar a saúde da mulher mesmo antes da menopausa, especialmente para aquelas que enfrentam o excesso de peso ao longo da vida” complementa a especialista.

Foto: Banco de Imagem

 

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