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⭐ Piracicaba, 2 de abril de 2025 ⭐

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Oscar 2025: como os filmes indicados podem ajudar no estudo para o Enem?

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De bioética à ditadura, as produções abordam discussões que podem aparecer nos vestibulares

O cinema sempre foi uma forma poderosa de transmitir conhecimento, trazendo reflexões sobre história, ciências, filosofia, sociologia e até biologia. Para estudantes que estão se preparando para o vestibular e o Enem, os filmes podem servir como uma ferramenta complementar de estudo, tornando conceitos mais palpáveis e conectando teoria e prática de forma envolvente.

Em 2025, os indicados ao Oscar trazem narrativas que dialogam diretamente com temas frequentemente abordados nas provas. Desde questões ambientais e conflitos históricos até debates sobre identidade, ética e sociedade, esses filmes podem ajudar os vestibulandos a expandirem sua visão de mundo e enriquecerem suas redações.

Não é raro que filmes sejam utilizados como base para questões de interpretação de texto, filosofia, sociologia e atualidades em diferentes vestibulares. Em 2024, por exemplo, a Fuvest trouxe uma questão sobre o filme “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” (2006), explorando o contexto da ditadura militar no Brasil e sua relação com o impacto social e político do período. Esse movimento reflete uma tendência crescente das provas em abranger conteúdos que extrapolam os livros obrigatórios e englobam o audiovisual como parte do repertório cultural exigido dos estudantes.

O professor Paulo Jubilut, referência em educação inovadora e fundador do Aprova Total, explica que os filmes oferecem uma experiência sensorial única, ajudando a fixar conteúdos de forma mais profunda. Além disso, estimulam o pensamento crítico e ampliam o repertório sociocultural dos estudantes, elementos essenciais para uma boa argumentação na redação.

“O cinema permite visualizar eventos históricos, compreender conceitos científicos de forma aplicada e analisar questões sociais sob diferentes perspectivas. Ele desenvolve habilidades como raciocínio crítico, interpretação de texto e contexto, ampliação do repertório sociocultural e argumentação”, revela Jubilut. “Os estudantes podem aproveitar os filmes para construir repertório para a redação associando os temas das produções a questões atuais, anotando referências e aplicando exemplos nas argumentações”.

Confira abaixo como alguns dos indicados podem se conectar com os temas que aparecem no Enem e outros vestibulares:

Ciência e Meio Ambiente em “Duna Parte II”:  A continuação da adaptação da obra de Frank Herbert traz um mundo dominado pela escassez de água, uma população que luta por sobrevivência em um ecossistema hostil e disputas políticas pelo controle de recursos naturais. Essas temáticas dialogam diretamente com assuntos recorrentes no Enem, como impactos da crise climática, desertificação e a necessidade de preservação ambiental. O filme também permite discutir como o descontrole ambiental pode levar a cenários de conflito e desigualdade social.

Bioética, Etarismo e Pressão Estética em “A Substância“: O filme apresenta uma sociedade obcecada pela juventude e pela aparência, onde um tratamento revolucionário promete reverter o envelhecimento. A trama aborda o etarismo e a pressão estética, explorando os impactos psicológicos e sociais da busca incessante pela juventude. Para os vestibulares, o filme pode ser uma excelente referência para discutir bioética, padrões de beleza impostos pela sociedade, o impacto das redes sociais na autoimagem e os dilemas éticos envolvendo avanços na biotecnologia. Além disso, a produção levanta questionamentos sobre até onde a manipulação do corpo humano pode ser considerada ética.

Ditaduras e Memória Histórica em “Ainda Estou Aqui” : Baseado em fatos reais, o filme narra o impacto da ditadura militar no Brasil e como essas memórias ainda ecoam na sociedade atual. Assim como o filme “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” já foi cobrado na Fuvest, “Ainda Estou Aqui” pode ser um recurso para entender os golpes militares, os regimes autoritários e seus efeitos na democracia e nos direitos humanos. O enredo possibilita uma abordagem interdisciplinar, conectando história, sociologia e política.

Filosofia e Sociedade em “O Brutalista”: A obra discute a arquitetura brutalista não apenas como uma expressão artística, mas como um reflexo de resistência e transformação social. O filme pode ser associado a questões de urbanização, impactos da arquitetura no comportamento humano e até mesmo debates filosóficos sobre a estética e a funcionalidade das construções. Essa conexão torna a produção um material rico para análise interdisciplinar em provas que abordam a influência do meio no desenvolvimento das sociedades.

A relação entre cinema e vestibular se torna cada vez mais evidente, demonstrando que o repertório cultural vai além dos livros obrigatórios. Utilizar filmes como material de estudo pode ser um diferencial na preparação, tornando a aprendizagem mais dinâmica e abrangente. Com um olhar crítico e atento, os vestibulandos podem transformar a sétima arte em um aliado estratégico na busca por uma excelente pontuação no Enem e nas demais provas do país.

Foto: Banco de Imagem

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