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⭐ Piracicaba, 2 de abril de 2025 ⭐

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Vírus Sincicial Respiratório (VSR): A Ameaça Silenciosa para Bebês e Idosos

Silvia Audi

O VSR é a principal causa de Bronquiolite, mas não é a única.

Nos últimos meses, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tem sido amplamente noticiado devido ao seu papel como principal causador da bronquiolite em bebês e crianças pequenas. No entanto, o vírus não afeta apenas os mais novos: idosos e pessoas com doenças crônicas também estão em risco de desenvolver complicações graves, como pneumonia e insuficiência respiratória que podem ter como agente causador este vírus.

Com a chegada dos meses mais frios do ano e com o aumento já evidenciado dos casos, especialistas alertam para a importância da prevenção, o que inclui cuidados e vacinas para grupos vulneráveis e o novo anticorpo monoclonal Beyfortus®, que protege bebês contra a infeção pelo VSR.

Nesta reportagem, com o auxílio da Dra. Glicinia Rosilho Pedroso, proprietária da PAIVACIN, vamos entender melhor sobre o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), os riscos que ele representa e também os meios de prevenção e proteção.

O que é o VSR?

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um vírus altamente contagioso que afeta o sistema respiratório, causando infeções principalmente nos pulmões e nas vias respiratórias. Este vírus é um “velho conhecido” dos pediatras e daqueles que cuidam de bebês e crianças pequenas, pois é um dos principais agentes causadores da bronquiolite e pneumonia nessa faixa etária.

No entanto, hoje sabemos que o VSR também representa um risco significativo para pessoas com 60 anos ou mais, especialmente aquelas com doenças crônicas: além de ser uma das principais causas de pneumonia nesse grupo vulnerável, a infeção por VSR pode agravar condições cardiorrespiratórias e metabólicas preexistentes, aumentando o risco de complicações graves e estando associada a taxas elevadas de mortalidade entre os mais idosos.

Como o VSR se transmite?

O VSR espalha-se de forma semelhante à gripe e a outros vírus respiratórios, através de:

  • Gotículas de saliva expelidas ao tossir ou espirrar.
  • Contato direto com superfícies contaminadas (o vírus pode sobreviver por horas em superfícies como brinquedos, maçanetas e mesas).
  • Contato próximo com pessoas infetadas, como beijos e abraços.

E quais são os sintomas das infecções causadas pelo VSR

Antes de falar sobre os sintomas vou fazer um destaque importante aqui: o VSR está presente em nosso cotidiano, contudo, adultos saudáveis e crianças mais velhas infectados por ele se recuperam, em média, em até duas semanas, ao contrário das crianças pequenas (especialmente até os dois anos) e adultos com 60 anos ou mais ou com doenças associadas, que podem desenvolver uma forma mais grave da doença, com agravamento dos sintomas e complicações severas.

Retomando sobre os sintomas, eles variam conforme a idade e o estado de saúde da pessoa. Em geral, os são semelhantes aos de um resfriado comum, incluindo febre, tosse, coriza, dor de cabeça, espirros.

Crianças pequenas, especialmente os bebês, podem apresentar irritabilidade e dificuldade para dormir, além de falta de apetite ou dificuldade para mamar. Dificuldade para respirar, com respiração rápida e superficial, chiado no peito e aumento do esforço respiratório indicam evolução e um possível agravamento do quadro e requerem atenção imediata.

Assim como nos pequenos, naqueles mais velhos, os sintomas se iniciam com àqueles semelhantes a um resfriado comum e evoluem para uma síndrome gripal intensa, com febre, tosse, falta de ar e fraqueza prolongada. A Pneumonia e a exacerbação de doenças crônicas merecem destaque: o agravamento das condições como DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), asma e insuficiência cardíaca podem levar a Insuficiência respiratória que, em casos graves, determina além de hospitalização, ventilação mecânica e outros suportes intensivos.

Obviamente é preciso destacar que o atendimento médico e de saúde é fundamental para acompanhar os casos, diagnosticar precocemente e, obviamente, intervir da maneira mais assertiva o mais rápido possível diante da evolução do quadro.

Tratamento

O tratamento para essa condição é essencialmente de suporte, uma vez que se trata de uma infecção viral que, na maioria dos casos, se resolve por conta própria. No entanto, algumas medidas podem auxiliar no acompanhamento e na evolução do quadro clínico, buscando evitar agravamentos.

A hidratação adequada é fundamental, especialmente quando a alimentação é prejudicada devido à dificuldade respiratória. O uso de broncodilatadores pode ser indicado, principalmente nos casos em que há chiado no peito. É imprescindível destacar que o acompanhamento médico é obrigatório e que nenhum medicamento deve ser utilizado sem orientação deste profissional.

Um importante parâmetro a ser monitorado é o padrão respiratório, ou seja, a observação cuidadosa da respiração e da oxigenação do paciente. Estes são fundamentais para determinar a necessidade de intervenções adicionais, como a administração de oxigênio suplementar.

Considerando que o monitoramento contínuo é crucial para garantir um tratamento adequado, a hospitalização pode ser necessária, especialmente para idosos e bebês com menos de seis meses, que apresentam maior risco de complicações.

E há como se prevenir contra o VSR?

Sim. Medidas preventivas e os avanços médicos têm ajudado a reduzir os casos graves. A Higienização das mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas doentes, especialmente em época de surtos e meses mais frios, manter ambientes ventilados e evitar locais muito cheios são medidas rotineiras, que devem fazer parte dos nossos hábitos cotidianos.

Recentemente, foram desenvolvidas vacinas e imunizantes específicos para prevenir infeções causadas pelo VSR, destacando-se as vacinas Arexvy® (GSK) e Abrysvo® (Pfizer), bem como o anticorpo monoclonal Beyfortus® (nirsevimabe).​

A “famosa vacina” contra a bronquiolite. Fale sobre isto.

É importante deixar algo muito claro: o VSR é a principal causa de Bronquiolite, mas não é a única.

A bronquiolite é uma infeção viral que afeta as pequenas vias respiratórias dos pulmões, chamadas bronquíolos. Essa condição inflamatória dificulta a passagem do ar, causando sintomas como tosse, chiado no peito, congestão nasal e, em casos mais graves, dificuldade respiratória. Essa doença é mais comum em bebês e crianças pequenas, especialmente com menos de dois anos de idade, porque suas vias aéreas são mais estreitas e sensíveis.

Embora o VSR seja amplamente reconhecido como a principal causa de bronquiolite em bebês e crianças pequenas, o mais preocupante devido à sua alta taxa de hospitalização nesta faixa etária, é essencial lembrar que a bronquiolite pode ser causada por diferentes agentes virais, entre eles o adenovírus, o rinovírus e o influenza, que é prevenido por meio da vacina contra gripe.

Assim é preciso destacar que além das vacinas e anticorpo contra o VSR, que vou comentar adiante, há outras medidas preventivas, como a vacinação contra a gripe, a higiene das mãos, evitar contato com pessoas doentes, que citei acima.

Agora sim vamos falar sobre o que há de mais atual para prevenção de infecção grave contra o VSR: vacinas e anticorpos. Acredito que vale a pena esclarecer a diferença entre vacina e anticorpo. Ao contrário das vacinas tradicionais, que induzem o organismo a produzir os seus próprios anticorpos, o anticorpo fornece diretamente anticorpos prontos para neutralizar o VSR, oferecendo uma proteção imediata.

As vacinas contra o VSR têm como objetivo estimular o sistema imunológico a produzir uma resposta protetora. Atualmente, existem duas vacinas disponíveis:​

Arexvy®: produzida pela GSK, é indicada para idosos, especialmente aqueles com comorbilidades.​
Abrysvo®: Desenvolvida pela Pfizer, é recomendada para especialmente para gestantes (com o objetivo de proteger o recém-nascido), idosos e, mais recentemente, licenciada e recomendada a pessoas com comorbilidades a partir dos 18 anos de idade.

No caso das gestantes, a vacina é recomendada, em nosso país, para ser administrada entre 32 e 36 semanas de idade gestacional, mas pode ter a indicação médica para ser administrada a partir de 24 semanas de gestação. O objetivo é transferir anticorpos protetores para o feto através da placenta, reduzindo o risco de hospitalização dos bebês nos primeiros seis meses de vida devido a infeções pelo VSR.

Anticorpo Monoclonal Beyfortus® (Nirsevimabe)

O Beyfortus® é um anticorpo monoclonal humano recombinante que se liga à proteína de pré-fusão F do VSR, impedindo que o vírus se ligue às células do hospedeiro e promovendo a sua neutralização. Está indicado a recém-nascidos e bebês no primeiro ano de vida.​ Crianças menores de dois anos que permanecem em risco de doença grave pelo VSR.

A introdução destas vacinas e do anticorpo monoclonal Beyfortus® representa um avanço significativo na prevenção das infeções causadas pelo VSR, especialmente em populações vulneráveis como bebês e idosos. A prevenção por meio da vacinação e imunização pode reduzir significativamente os casos graves da doença, evitando hospitalizações e complicações respiratórias severas, especialmente nos grupos mais vulneráveis.

No entanto, é importante destacar que o custo dessas vacinas e do anticorpo monoclonal Beyfortus® pode ser elevado. Assim é fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre estas opções preventivas e que as famílias sejam informadas sobre a disponibilidade, os benefícios e a eficácia destes imunizantes.

A prevenção é essencial! Manter bons hábitos de higiene e evitar contato com pessoas doentes são medidas essenciais. A vacinação é uma das estratégias mais importantes contra muitas doenças e suas formas graves. Na PAIVACIN você encontra todas as vacinas recomendadas pelo Calendário Nacional SBIm (Sociedade Brasileira de Imunização), assim como Beyfortus® (exclusivamente para bebês até 24 meses), que estará chegando nesta semana. Entre em contato conosco e informe-se.

Foto: Divulgação

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