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⭐ Piracicaba, 2 de abril de 2025 ⭐

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Foto de Dr. Douglas Alberto Ferraz de Campos Filho

Dr. Douglas Alberto Ferraz de Campos Filho

Médico

Pacientes que “não se cuidam”.

Há uma certa fatia de pacientes que ficam repetindo consultas com vários médicos sem objetivo às orientações dos esculápios.

Não são somente os medicamentos que são escamoteados, mas as orientações também, pois não param de fumar, automedicam-se, não deixam de usar drogas, de ingerir bebidas alcoólicas, de comer exageradamente e por vezes detestam atividades físicas.

Situação que o médico fica então com o sentimento de fazer o papel de Sísifo, apenas para recordar: Sísifo faz parte da mitologia grega, é filho do rei de Corinto e descrito como ambicioso, traiu a confiança de Zeus, deus grego supremo, e foi condenado ao inframundo, recebendo o castigo cruel de carregar uma pedra enorme nos braços montanha acima e ao chegar ao topo, à pedra caia novamente ao pé do morro, os fatos de tamanha punição se repetiam indefinidamente, a condenação de Sísifo é a expressão que melhor define frustração e condenação eterna; tudo por causa da demonstração de arrogância ao tentar ludibriar Zeus.

O médico pode sentir esta sensação, pois todos os seus esforços para resolver o caso fica sem razão, e em determinadas situações o facultativo rejeita internamente este tipo de paciente, quer “ver-se livre” dele e então passa o caso para outro clínico.

Um caso em particular é dos hipocondríacos que acabam por cansar o médico, o doente imaginário pendura-se nos consultórios, sem esperar solução, apenas como maneiras de expressar seus males, pois acredita que são incuráveis.

A situação do médico “Sísifo” não tem nada haver com pacientes com doenças crônicas ou diagnósticos mal definidos, pois os doentes crônicos sempre tem que ser avaliados pelos facultativos periodicamente, pois existem doenças que as medicações são de uso continuo e a dieta tem ser respeitada.