Desde 2018

⭐ Piracicaba, 5 de abril de 2025 ⭐

[wp_dark_mode style="3"]

Publicidade

PM afasta dois policiais e investiga morte de jovem baleado na cabeça em Piracicaba

Foto: Divulgação Internet

Dois policiais militares foram afastados das atividades operacionais após se envolverem em uma ocorrência que resultou na morte de G. J. O. A. S., de 22 anos, no bairro Boa Esperança. O caso aconteceu na noite da última terça-feira (1º).

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que a PM abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a atuação dos agentes. Além disso, a 3ª Delegacia de Homicídios do Deic, do Deinter 9, também está à frente das diligências do caso.

A SSP destacou, em nota, que não tolera desvios de conduta ou abusos por parte dos agentes e que, caso sejam constatadas irregularidades, os envolvidos responderão conforme a legislação.

De acordo com a versão apresentada pela Polícia Militar, os policiais realizavam patrulhamento pela Rua Raul Ataíde, no bairro Vila Sônia, por volta das 19h30, quando avistaram dois indivíduos, um deles com um “volume suspeito”. Na abordagem, segundo os policiais, G. teria resistido, fugido e retornado com uma pedra nas mãos, além de ter ameaçado os agentes.

Ainda segundo o relato da corporação, mesmo após ordens para largar o objeto, ele teria pego uma nova pedra com um pedaço de ferro e, ao tentar arremessá-la, foi alvejado com um disparo na cabeça. A PM também alegou que a esposa de G. e o outro abordado agrediram fisicamente os policiais, causando arranhões em um dos agentes. O segundo suspeito teria fugido e ainda não foi identificado.

Contudo, a esposa, que está grávida de sete meses, nega essa versão. Ela afirma que os dois estavam comprando milho e que G. segurava um refrigerante quando foram abordados sem justificativa. Segundo ela, foi puxada pelos cabelos por um dos policiais, enquanto o marido era agredido por outro. Ainda conforme seu relato, foi colocada no camburão, ofendida e ameaçada. Ela nega que G. tenha tentado agredir os PMs com qualquer objeto.

A SSP confirmou que os policiais envolvidos não utilizavam câmeras corporais, pois o equipamento ainda não está disponível para o efetivo da região. Até o momento, também não foi divulgada uma previsão para a chegada desses equipamentos.

Publicidade